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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Pilates como quebra cabeça

Por Ana Paula Schú
Educadora Física (CREF 019996-G)
e Instrutora Pilates Minas Tênis Clube – BH / MG (CREF 019996-G)

A primeira referência que me ocorre quando penso em Pilates é o quanto este método de condicionamento físico, mental e de reabilitação me proporciona prazer em trabalhar. Além disto, observo os alunos, quase que diariamente, relatarem bem-estar, prazer e motivação na prática do Pilates. Eles declaram que a diversidade é um dos fatores que mais os motiva. É sempre algo novo!
Entendo que a criatividade seja essencial ao instrutor de Pilates, apesar de o método possuir um repertório diversificado de exercícios tanto no solo, quanto nos aparelhos específicos. Podemos criar atividades com base na necessidade e no objetivo do aluno, o que é democrático e fascinante. Criar não é modificar o exercício na sua essência, mas adaptá-lo, diversificá-lo, respeitando assim individualmente as fases de aprendizagem motora e a aprendizagem dos princípios do método.
Desta forma, é possível:
  • criar a melhor posição inicial
  • inserir acessórios que auxiliem o aluno
  • variar a forma de instrução, buscando uma linguagem adequada ao contexto do aluno (trabalho, hobby, etc.)
  • proporcionar uma nova posição ou forma de relaxamento ao final da aula
  • elaborar um exercício a partir do repertório original para aqueles que já estão aplicando os princípios do método de forma consciente e autônoma
Mas vocês devem estar se perguntando o que quero dizer ao me referir ao Pilates como um quebra-cabeça. Quando observo a sala de Pilates, vejo que as peças (os aparelhos) se encaixam perfeitamente e os acessórios, quando sobrepostos, formam outro acessório que se “encaixa” nos aparelhos.
Da mesma forma, podemos pensar que a atividade física é um grande quebra-cabeça se considerarmos todas as variáveis necessárias para a prescrição de um treinamento como, por exemplo, a individualidade biológica, a especificidade, a relação “volume x intensidade”, a progressão de carga, a supercompensação e a frequência da prática. O sucesso na finalização do quebra-cabeça depende da aderência do aluno ao programa de exercício, que, por experiência, percebo depender muito do prazer, de um ambiente humanizado e da confiança e cumplicidade com o professor.
Que tal pensarmos nos princípios do treinamento físico, acima citados, adaptados ao quebra-cabeça Pilates?
Pilates é um treinamento resistido, de resistência muscular e força (concêntrica, excêntrica e isométrica); portanto, é uma atividade física anaeróbia, cuja principal fonte energética é o carboidrato e a gordura. Com a prática, há uma aceleração no metabolismo, substituindo a gordura por massa corporal magra, que assim tonifica e modela o corpo. Quanto à especificidade, cito exercícios que envolvem atividade vida diária e mimetização de gestos esportivos. Aprogressão de carga levará em consideração as fases da aprendizagem motora e dos princípios do método. Arelação “volume x intensidade” considera que um exercício mais intenso (como de força isométrica) terá menos repetições (6 a 8), e que um exercício de fortalecimento/mobilização de membros inferiores ou superiores haverá mais repetições (10 a 15). A supercompensação nos faz lembrar a importância da recuperação, levando-nos a informar ao aluno a importância do descanso e do intervalo entre os dias de prática.
Busquemos cada vez mais conhecimento para que possamos estabelecer relações entre áreas afins, tornando, assim, o método Pilates mais inserido no meio científico brasileiro.
É desejável que nós, instrutores, tenhamos muita criatividade e que cada vez mais pessoas pratiquem Pilates, visualizando ao final da aula um quebra-cabeça construído com motivação, autoestima, bem-estar e prazer!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Fratura no quadril é uma das maiores causas de morte entre idosos


 by Revista Pilates


Foto: Chico Audi
Um caso de saúde pública, assim é considerada a fratura no quadril pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Hoje ela é a maior causa de morte dentre as lesões ortopédicas em pessoas acima de 65 anos, e representa cerca de 50% das internações de idosos por trauma em prontos-socorros. Nos Estados Unidos, são gastos 10 bilhões de dólares por ano e a previsão é de que esse número triplique nos próximos anos. No Brasil, há uma estimativa de 10 mil casos da fratura por ano.
Em entrevista ao UOL, o ortopedista Dr. Marcelo G. Cavalheiro, coordenador da divisão de Artroscopia do Quadril na Escola Paulista de Medicina, revela que a maior incidência em idosos se deve à osteoporose. “Este tipo de fratura pode acontecer com jovens, mas somente em casos como acidentes automobilísticos, grandes quedas, enquanto que para o idoso isso pode ocorrer em movimentos corriqueiros”, conta o médico.
Cavalheiro explica que isso acontece porque o esqueleto do ser humano acumula massa óssea até a faixa do 30 anos e, a partir de então, passa a perder 0,3% ao ano. Mas, a perda é maior entre mulheres nos primeiros 10 anos de pós-menopausa, chegando a 3% ao ano em indivíduos sedentários.  “Estima-se que 50% das mulheres com mais de 75 anos venham a ter alguma fratura osteoporótica. Em homens, esse índice cai para 25%”, completa.
Diversas medidas podem ser adotadas para evitar a ocorrência da fratura no quadril. O primeiro passo é minimizar o risco de quedas no ambiente em que o indivíduo vive, com o uso de pisos antiderrapantes, barras de apoio em corredores e banheiros e melhorar a iluminação e alcance de objetos. Melhorar o condicionamento físico é a indicação dos profissionais da saúde para a prevenção de quedas. Através de atividades físicas é possível conquistar força muscular e flexibilidade, além de haver um ganho na coordenação motora, equilíbrio e mobilidade geral.
Muitos especialistas consideram o Pilates como uma atividade perfeita para idosos vítimas da osteoporose. Entre osbenefícios relevantes para a terceira idade, estão a recuperação de articulações propensas à artrite, artrose e dores generalizadas, a correção da postura, a ativação da circulação e fortalecimento dos músculos através de exercícios de alongamento. Vale lembrar que a prevenção começa nas primeiras décadas de vida, o que pode reduzir a ocorrência da fratura no quadril e outros acidentes decorrentes da perda de massa óssea.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Sem leite sem acucar

Mouse de chocolate

Ingredientes:
5 ovos
200gr manteiga
1 xícara chá adoçante culinário pó
1xicara chá de água
150 gr cacau em pó
Se desejar pouco de Run

Preparo
Bater claras em neve com 5 colheres de sobremesa de frutuosa ou adoçante culinário e reserve. Misturar na batedeira a manteiga, as gemas, o adoçante , a água E o cacau.
Acrescentar as claras em neve.

Livro receitas toques e truques
Maura Madi Correa

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Nossa Coluna e Suas Curvas


 by Revista Pilates

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Letícia Toledo Roverci
Instructor Trainer STOTT PILATES
Coordenadora Técnica da Pilates StudioFit

Imagem: Internet

Tão importante quanto o posicionamento das cinturas, está o posicionamento das colunas: Lombar, torácica e cervical. Para que a coluna seja saudável, a mobilização em todos os planos de movimento é aconselhável. No plano sagital (mediano), temos a flexão e extensão. No plano coronal (frontal) temos as flexões laterais e no plano transversal (horizontal) temos as rotações.

  • Coluna lombar: A coluna lombar é formada por 5 vértebras e possui uma convexidade anterior (lordose). É uma das regiões da coluna que menos possui movimento e mais absorve impactos. Normalmente dores acontecem nessa região devido a falta de força, falta de mobilidade e mal posicionamento durante exercícios. Devemos corrigir os alunos sempre que forçarem em excesso essa região durante as extensões de coluna e com o posicionamento em cadeia cinética fechada, pois a tendência é pressionar a coluna contra o chão sem ativação muscular dos abominais.

  • Coluna torácica: A coluna torácica é formada por 12 vértebras e possui uma convexidade posterior (cifose). Algumas pessoas possuem essa cifose mais acentuada (hipercifose) e necessitam fortalecer a musculatura posterior das costas para equilibrar o trabalho muscular e melhorar a postura. A coluna torácica deve estar bem posicionada durante os exercícios mantendo sua curvatura normal, principalmente quando acontecem os movimentos dos membros superiores, que tendenciam à perda desse alinhamento.

  • Coluna cervical: A coluna cervical é formada por 7 vértebras e possui uma convexidade anterior (lordose). É a região final do esqueleto axial, devendo manter o prolongamento da coluna torácica. Seu bom posicionamento alivia tensões na musculatura ao redor e nos ombros. Deve acompanhar a movimentação da coluna torácica em todos os planos e se manter estabilizada na mesma direção da coluna torácica quando em exercícios que não movimentem a coluna.

Utilizar esses alinhamentos e posicionamento vai garantir a segurança e efetividade dos exercícios nas sessões de Pilates, que nos proporcionam séries de exercícios funcionais para o dia-a-dia.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O que é Pilates!?


Pilates  o que é
Ultimamente, tem-se falado muito em aulas de Pilates. Mas afinal, o que é Pilates?
O método Pilates tem como base, os princípios criados por Joseph H. Pilates e associa a estes, os conceitos de Rolfing, Polestar, Feldenkrais, Power Yoga, stretching, Fisioball, Gyrokinesis e outras técnicas de conscientização corporal e teorias de controle motor.
Com a certeza de que os músculos devem ser fortes e flexíveis para se manterem bonitos e saudáveis, o Pilates fortalece os músculos fracos, alonga os músculos que estão encurtados e aumenta a mobilidade das articulações. Movimentos fluentes são feitos sem pressa e com muito controle para evitar estresse. O alinhamento postural é importante em cada exercício, ajudando na melhora da postura global do indivíduo.
Assim, a força, a tonificação e o alongamento são trabalhados de dentro para fora do corpo, tornando-o forte, bonito, saudável, harmonioso e elegante.
As aulas apresentam:
  • Exercícios suaves e eficazes;
  • Poucas repetições de cada movimento;
  • Grande repertório de exercícios;
  • Aulas únicas, evitando monotonia;
  • Uso de aparelhos e acessórios criados especialmente para os exercícios;
  • Resultados rápidos e duradouros;
  • Construção de uma postura correta e natural;
  • Não há desgaste físico.
Benefícios:
  • Aumenta a resistência física e mental;
  • Alongamento e maior controle corporal;
  • Correção postural;
  • Aumento da flexibilidade, tônus e força muscular;
  • Alívio das tensões, estresse e dores crônicas;
  • Melhora da coordenação motora;
  • Maior mobilidade das articulações;
  • Estimulação do sistema circulatório e oxigenação do sangue;
  • Facilita a drenagem linfática e eliminação das toxinas;
  • Fortalecimento dos órgãos internos;
  • Aumento da concentração;
  • Trabalha a respiração;
  • Promove relaxamento.
O Pilates é agradável, fácil e traz resultados rápidos. Qualquer pessoa, com mais de 12 anos e em todos os níveis de condicionamento físico pode praticá-lo. Experimente!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Seus pés em um salto alto

 

 by Revista Pilates
De acordo com o Fisioterapeuta nas mulheres, os problemas nos pés são quatro vezes mais frequentes do que os homens e a incidência de artrite, duas vezes mais comuns e a partir dos 65 anos de idade. “Estima-se que mais de 3% da população mundial com idade acima de 55 anos sofra de dores fortes em conseqüência da artrite no joelho“, esclarece o Fisioterapeuta Allan Delano, da Clínica de Reabilitação Corpo em Terapia.
Segundo o especialista, as mulheres já têm uma tendência natural a ter joelhos voltados para dentro, em forma de“x”, o que contribui para a inclinação da patela, um pequeno osso em forma de pirâmide que se articula com o fêmur e protege a articulação do joelho. “Associado ao uso de saltos altos, isso favorece o desgaste da patela“, afirma o Fisioterapeuta.
Foto: ffffound.com
Tipos de Saltos
Os médicos advertem que os saltos altos e finos são os que causam mais problemas porque com estes saltos, a mulher tende a andar com os joelhos flexionados e sempre se equilibrando. O Fisioterapeuta adianta que a melhor maneira de prevenir danos aos joelhos é troca por calçados do tipo Anabela, que são mais baixos e confortáveis, apresentando uma altura de 4 cm. “O resultado estético pode não ser o mesmo, mas, em termos de saúde e bem estar, essa troca vai seguramente valer a pena”, reforça Allan Delano. Outra ótima opção para quem não abre mão do salto alto, é o uso das plataformas, que são altas, mas em compensação são uniformes e por isso distribuem melhor o peso do corpo.
Peso
Cada um dos pés possui 28 ossos, que formam várias articulações sustentadas por ligamentos e músculos. Para entender melhor essa composição dos ossos, o Fisioterapeuta explica da seguinte forma: se a pessoa está descalça, o peso do corpo é distribuído por toda essa estrutura, mas se calça sapatos com saltos, coloca quase todo o peso no antepé, que é a parte da frente do pé e dos dedos. “Quanto mais alto o salto, maior o peso na região. Na medida que a pessoa caminha se aumenta ainda mais a pressão e ao correr na ponta dos pés então, esta força se multiplica várias vezes. O resultado é uma pressão imensa na região”.
Causas
Além da pressão na ponta do pé, o uso do salto alto e fino causa ausência na mobilidade da parte de trás da perna. “Com o calcanhar nas alturas, o tendão de Aquiles fica encurtado, o que pode ocasionar a tendinite. Os sintomas básicos são a dor e a dificuldade em andar descalço. Os problemas do salto alto não param nos pés. Podem comprometer até os joelhos que, por causa do salto, são flexionados o tempo todo.
Dicas para quem usa salto alto:
  • Quem não pode ficar sem usar sapatos de salto, deve optar pelos modelos com saltos mais largos, que distribuem melhor o peso e estabilizam o tornozelo. Bico quadrado também é o mais recomendado para evitar deformidades dos dedos;
  • Os sapatos plataforma, com a mesma altura do calcanhar à ponta, não pressionam excessivamente o antepé. Mas em compensação chance de torcer o tornozelo é maior;
  • Se puder, deixe a sandália e opte pelo sapato. Assim, o calcanhar estará mais seguro. O reforço lateral proporcionado pelas botas é ainda mais eficiente;
  • Evite saltos muito altos no dia-a-dia. Quanto menor o salto, melhor para a saúde.
Fonte: corpoacorpo.uol.com.br